quarta-feira, 4 de março de 2009

Alguém já ouviu essa história?? Essa é velha.

O ex-vice-presidente de marketing do Vasco, José Henrique Coelho, que pediu demissão do cargo no início de fevereiro (assumiu em julho 2008, com os atuais dirigentes), divulgou nesta terça-feira o seu balanço sobre a sua passagem pelo clube.
Ele saiu acusando a atual diretoria, cuja eleição foi o principal articulador político (como presidente do Movimento Unido Vascaíno), de manter as práticas da anterior - entre elas nepotismo e maquiagem de orçamento.
No balanço, José Henrique Coelho aponta as medidas que tomou em sua pasta para reduzir custos, "exceção feita para quem é cunhado, sobrinho ou genro do presidente (Roberto Dinamite)" e os projetos que realizou. Ele também critica o vice-presidente de marketing anterior, Marco Antônio Monteiro.
O ex-dirigente fala sobre a negociação com a fornecedora de material esportivo (Champs), o incremento na renda com a reorganização dos espaços em São Januário, ações de licenciamento e a criação de um centro de memória.
Além disso, José Henrique Coelho cítou os projetos que deixou em andamento, como o sócio-torcedor (previsto para ser implementado em março) - em que acusou o ex-vice financeiro e atual vice de futebol José Mandarino, de não cuidar de suas responsabilidades -, a construção de camarotes no estádio do clube e o desenvolvimento do novo projeto de mascotes.
A vice-presidência de marketing do Vasco segue sem ocupante. A saída de Coelho foi traumática pela força política dele no grupo que passou a ocupar a diretoria e pela troca de acusões com os ex-aliados

Crédito: Lance.com.br

O que falar sobre o Vasco?? Eurico?? Agora Roberto Dinamite segue os passos do seu antecessor. Enquanto não houver profissionalismo, a série B é pouco. Além do mais, Carlos Alberto com a missão de comandar a equipe... o Vasco terá um "2000 i nove" sem inovação alguma.

Será que estou muito errado??

Um abraço a todos e até a próxima.

Raoní Oliveira

segunda-feira, 2 de março de 2009

Futebol Ltda, ME ou S/A ??

Os saudosistas não se cansam de falar: “ah, o futebol não é mais com antigamente.” E não é mesmo. Pro bem ou pro mal, o futebol é hoje um dos maiores negócios do mundo, com custos e lucros exorbitantes e milhões de fanáticos consumidores espalhados por cada continente. Claro, futebol ainda é um esporte; mas para os grandes clubes e campeonatos é também economia, mercado, estratégia, orçamento, etc... Tudo que uma grande empresa tem que ter funcionando perfeitamente para permanecer forte e rentável. Mais que uma grande equipe de jogadores dentro de campo, o futebol agora exige também uma excelente gama de profissionais fora das quatro linhas. Para sobreviver no longo prazo, os clubes têm que ter mais que meia dúzia de bons jogadores. Têm que ser verdadeiras empresas, com planejamento, posicionamento, controle financeiro e estratégias de marketing. É fato. Basta analisar os maiores clubes do mundo atualmente: Milan, Real Madrid, Bayer de Munique, Barcelona, Chelsea, dentre outros, são grandes máquinas de fazer dinheiro fora de campo, com ações, produtos e serviços que conquistam cada vez mais os seus consumidores, os torcedores, e geram receita extra para o clube. No Brasil ainda estamos dando os primeiros passos, mas já temos alguns bons exemplos de clubes que estão saindo na frente. E dentro desse “novo futebol”, o Marketing tem a função de valorizar institucionalmente a marca do clube e promover ações estratégicas que aumente o número de sócios, os lucros e a presença de torcedores nos estádio. E nesse mercado de atuação, o marketing tem uma grande vantagem, afinal, o futebol mexe diretamente com a paixão desenfreada do torcedor. No Brasil, por exemplo, o futebol está arraigado na cultura e costumes das pessoas. Temos um consumidor fiel, que raramente troca de marca. Portanto, assim como as empresas, os clubes têm a obrigação de conhecer o perfil do seu torcedor, quem ele é, qual o padrão de consumo e perfil sócio-econômico de forma detalhada. Investir em projetos e programas que os faça entender e se relacionar da maneira mais próxima com seu torcedor, escutando suas opiniões e atendendo suas aspirações. Só assim poderão ser lançados produtos que cativem ainda mais essa paixão, que consigam aproveitar o imenso potencial de consumo dessa massa, gerando ao final de tudo, renda para novos investimentos. Exemplos de estratégias de marketing no futebol:
• Investir em pesquisa focada no perfil dos torcedores do clube.
• Adotar softwares que sejam capazes de transformar a informação captada em dados estratégicos, como por exemplo: - Indicar jogadores com altos salários e baixa performance. - Promover uma comunicação direta e constante com seus torcedores.
• Construir um estádio moderno, que possa ser um verdadeiro centro de entretenimento para os seus torcedores e a população em geral.
• Facilitar a venda de ingressos, garantindo mais comodidade ao torcedor e, consequentemente, o aumento das vendas.
• Promover eventos extras que estejam dentro do perfil de comportamento dos consumidores.
• Aproveitar todas as possibilidades de mídia a serem vendidas às empresas patrocinadoras, tanto no clube como no estádio.
• Criar grife da marca do clube, com produtos de casa, lazer, roupas, merchandising, souvenires, etc.
• Alugar o estádio para eventos de outras empresas.
• Vender camarotes especiais nos estádios.
• Desenvolver promoções específicas para torcedores cadastrados.
• E, importantíssimo, transformar cada torcedor em sócio do clube, o que gera receita, proximidade e comprometimento com o presente e o futuro da instituição.
Enfim, o clube de futebol de hoje deve entender que a marca, e tudo o que ela envolve, é seu maior patrimônio, e por isso deve atuar profissionalmente, sempre.

Créditos: Marketing Futebol Clube.

Atualmente, vejo o São Paulo como o grande clube do Brasil, está muito, mas muito à frente dos demais clubes do Brasil. Um "defeito" que aponto no São Paulo é que o clube conta com poucos sócios-torcedores. o Dpto. de Marketing poderia voltar suas ações para essa vertente também a fim de angariar novas fontes de renda para o clube.
O São Paulo tem uma marca fortíssima hoje, no Brasil e no exterior, é um dos grandes da América Latina e tem tudo para conquistar o Tetra da Libertadores e valorizar ainda mais sua marca.

Um abraço a todos.

Raoní Oliveira